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Serviços

Gestão de Clínicas e Consultórios

Como funciona o trabalho? 

  1. Diagnóstico. Reunião com quem decide e leitura do que já existe: contrato social, contratos de médicos e fornecedores, documentos de paciente, licenças, materiais de divulgação.

  2. Relatório de riscos. O que encontrei, organizado por gravidade e por urgência — para você saber o que resolver primeiro e o que pode esperar.

  3. Plano de adequação. Lista do que precisa ser criado, corrigido ou substituído, com prazos e responsáveis.

  4. Execução. Redação e revisão dos documentos, negociação com as partes envolvidas, acompanhamento junto aos órgãos.

  5. Acompanhamento contínuo. Para clínicas que preferem ter a quem perguntar antes de decidir, em vez de depois.

Perguntas que quase toda clínica faz

A clínica responde junto com o médico?

Em regra, sim — e de forma diferente. A jurisprudência trata a clínica como fornecedora de serviços, com responsabilidade objetiva pelo art. 14 do Código de Defesa do Consumidor, enquanto o profissional liberal responde mediante apuração de culpa, na forma do art. 14, § 4º. Na prática, a clínica costuma ser acionada mesmo quando a conduta discutida é de um profissional que apenas usa a estrutura. É por isso que o contrato com esse profissional importa tanto.

Precisamos mesmo nos adequar à LGPD? Somos uma clínica pequena.

A lei não isenta por porte. Como a clínica trata dado sensível de saúde, ela se enquadra nas hipóteses mais exigentes da lei, independentemente do número de funcionários. Adequação proporcional ao tamanho existe; dispensa, não.

Podemos publicar fotos de antes e depois?

A Resolução CFM nº 2.336/2023 impõe limites relevantes à divulgação de imagens de procedimentos e à forma como resultados são apresentados, e o Código de Ética Odontológica traz restrições próprias. Não é uma resposta de sim ou não: depende do procedimento, do formato, do contexto e do consentimento. É exatamente o tipo de dúvida que sai barato perguntar antes.

Por quanto tempo precisamos guardar o prontuário?

As normas do CFM fixam prazo mínimo de guarda, e o tema passou por alterações recentes — inclusive na articulação com a LGPD, que exige eliminar o dado quando a finalidade se encerra. Por isso a resposta correta depende do tipo de documento e do suporte, físico ou eletrônico. Vale definir uma política de retenção escrita, em vez de guardar tudo para sempre ou descartar por conta própria.

Podemos contratar médico como pessoa jurídica?

É possível, e é comum no setor. O risco não está na forma, está na realidade: se a rotina tiver pessoalidade, habitualidade, subordinação e salário, o vínculo pode ser reconhecido depois, com os encargos do período todo. A análise correta é de fato, não de contrato — e é melhor fazê-la antes.

O que a vigilância sanitária costuma cobrar numa fiscalização?

Licença de funcionamento válida, responsável técnico regular, procedimentos operacionais escritos, controle de resíduos, esterilização e rastreabilidade de materiais, entre outros itens das boas práticas de funcionamento. A maioria das autuações que vejo decorre de documentação ausente, não de estrutura física inadequada.

Um advogado pediu o prontuário de um paciente. Entrego?

Não automaticamente. Prontuário é do paciente, guardado pela clínica, e protegido por sigilo. Existem hipóteses de entrega, de recusa e de entrega parcial, e cada uma exige documento próprio. Ter um procedimento definido evita tanto a quebra indevida de sigilo quanto a recusa que vira processo.

@2026 por Paulla Bittencourt

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